quarta-feira, 16 de maio de 2012
Conheça as terras bíblicas: expedição bíblica 2012
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Igor Pohl Baumann
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Princípios poderosos para o ministério cristão
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Igor Pohl Baumann
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Recentemente li um livrinho bem fininho de Waren Wiersbe intitulado “Os dez princípios poderosos para o ministério cristão”. Quando ele chegou a mim, pelo título, o teria desprezado: parecia um daqueles “enlatados” de autoajuda que prometem soluções rápidas para problemas complexos. Se não fosse pela boa referência que tenho de Wiersbe, não o leria. Mas me disciplinei a lê-lo por completo e descobrir o que Wiersbe tinha a dizer sobre o servir. E fui surpreendido! Aprendi algumas lições valiosas sobre como está meu serviço a Deus e, naturalmente, eles se aplicam para você também. Preste atenção!
Primeiro, porque o livro não se destinava somente aos ministros “oficiais” e remunerados do serviço eclesial. Ele fala a todos os crentes em Jesus, pois todos nós somos ministros do evangelho, isto é, servos de Deus. Segundo, porque em qualquer igreja local, seja grande ou pequena, necessita que seus membros e frequentadores se despertem para o ápice da vida cristã: o serviço abnegado em nome de Jesus. Seguindo essas premissas, aprendi lições valiosas sobre como está meu serviço a Deus e, naturalmente, se aplicam para você também. Preste atenção!
O fundamento do ministério é o caráter cristão. “Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor” (Efésios 2:19-21).
A natureza do ministério é o serviço abnegado. “Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós? " E eu respondi: "Eis-me aqui. Envia-me!” (Is 6:8).
A motivação do ministério é o amor a Deus e ao próximo. “Respondeu Jesus: " ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22:37-40).
A medida do ministério, ou serviço cristão, é o sacrifício. “À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele — vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo” (1Pe 2:4-5).
A autoridade do ministério é a submissão. “[...] Sejam todos humildes uns para com os outros, porque "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes". Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido” (1Pe 5:5-6).
O propósito do ministério é a glória de Deus. “E a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar” (Hc 2:14).
As ferramentas do ministério são: oração e palavra de Deus (Bíblia). “Orem continuamente” (1Ts 5:17). “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade” (2Tm 2:15).
O privilégio do ministério é o crescimento quantitativo precedido pelo crescimento qualitativo ou maturidade cristã. “E contou-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortaliças e se transforma numa árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos” (Mt 13:31-32).
O poder do serviço cristão provém do Espírito Santo. “Esta é a palavra do Senhor para Zorobabel: ‘Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:6).
O modelo de ministério maior é Jesus Cristo. “Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz” (Jo 13:15).
À luz destes princípios e textos bíblicos, reflita: como está o seu serviço cristão? Mas, aja: faça estratégias e procure oportunidades para você servir o Senhor com alegria e inteireza de corpo e alma!
domingo, 29 de abril de 2012
O sequestro da lamentação
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Igor Pohl Baumann
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13:35
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Para começar, uma banda e uma música empolgante. Em seguida, uma moça bastante simpática pega o microfone e se dirige para o povo, dizendo: “Chegou o seu dia! Você é mais que vencedor! Todas as bênçãos que você determinar vão acontecer! Onde você colocar suas mãos prosperará! Você é filho do Rei! Você é filha do Rei! Nada pode abalar vocês! Nada pode derrubá-los! Chegou a hora da conquista! Alegrem-se! É tempo de restituição!”. E depois de um solo frenético de guitarra, ouve-se apenas um grito: “Sai do chãããão!”. Então, todos de uma só vez começam a pular e num só coro cantam clichês de conquista, de vitória, de restituição e por aí vai. Nesses cultos não há tempo nem espaço para a confissão de nossas mazelas ou de nossos dilemas. Só há tempo e espaço para a afirmação de nossas aparentes virtudes e certezas. Realmente sequestramos a lamentação de nossos cultos.
E por quê? Por um motivo bastante óbvio: medo. A lamentação é aterrorizante, causa pavor. Ela desestabiliza nossos pressupostos teológicos, nos humilha, nos constrange, afinal nos obriga a dizer o que realmente estamos sentindo e pensando. A lamentação incomoda muito, machuca o ego, põe em xeque a nossa inteligência e assusta o outro, uma vez que desestabiliza também as crenças dos que ouvem o lamento. A lamentação é a exposição das víceras que inultilmente tentamos esconder. Ela é suja, vem carregada de dúvidas, de questões pertubadoras, e, como somos demasiado assépticos, sempre tentamos nos livrar dela.
Como se não bastasse, além de ser terrível e suja, a lamentação também é bíblica. As Escrituras estão repletas de lamentações e de salmos de lamentações. A Bíblia tem um livro que se chama “Lamentações”! O que isso significa? Que não dá para matar e enterrar a lamentação de uma vez por todas. Ela sobrevive a todas as nossas artimanhas triunfalistas, assépticas e pseudoteológicas.
A lamentação é o contrário de uma oração “bonitinha”, politicamente correta. Ela é feia, melancólica, questionadora e às vezes chega a ser quase petulante. Mas não confunda lamentação com murmuração! A murmuração é uma oração vil, sempre presente na boca de um incrédulo, de um descrente. A murmuração é a afirmação de uma fé que se perdeu; por isso não passa de verborragia agressiva, apóstata e irremediavelmente revoltada contra a vontade soberana de Deus. Na murmuração, não há amor nem fé, só ressentimento, ódio de Deus, ofensa barata e comparações gratuitas (Ex 15.24; 16.3).
É bem verdade que a lamentação é uma oração feia, mas, diferente da murmuração, não é vil. Quer saber onde ela está? Procure-a apenas na boca de um crente que ama a Deus sobre todas as coisas. A lamentação jamais poderia estar na boca de alguém que perdeu a fé. Por outro lado, ela é sempre a confissão de alguém que, embora continue crendo e amando a Deus, tem um dilema que não pode mais ser escondido, nem jogado para debaixo do tapete. Lamentação, portanto, é coisa de crente e não de incrédulo; é coisa de gente piedosa, mas também de gente humana demasiadamente humana.
Jesus lamentou. No momento mais doloroso, mais humilhante e vexatório de sua vida, ele não lembrou de Deuteronômio 28, mas de um cântico de lamentação, escrito por Davi, em Salmo 22, que começa assim: “Deus meu! Deus meu! Por que me abandonaste?” (Mc 15.34). Note que nem Jesus nem Davi começam suas lamentações assim, de chofre: “Por que me abandonaste?”. Veja, antes de colocar para fora o dilema que perturba e constrange, eles dizem “Deus meu! Deus meu!”, e isso faz toda a diferença. Eles não se tornaram ateus, nem perderam a fé! As lamentações de Davi e de Jesus são totalmente construídas num contexto de amor e fé. Aquele que pergunta pelo abandono de Deus primeiro confessa que Deus é o seu Deus! Não se começa reclamando, questionando ou blasfemando. A lamentação começa com amor e adoração, com o reconhecimento da grandeza de Deus. O fato é que ela passa da adoração ao dilema, e é o dilema que a gente não suporta.
Lembro-me de uma senhora que, ao voltar da igreja para a sua casa, encontrou na sargeta seu filho baleado da cabeça aos pés. Na época, ela me procurou aos prantos e disse coisas que me perturbaram muito. Não esqueço do momento em que ela disse com gritos e lágrimas: “Meu Deus, onde estava o Senhor? Por que meu filho morreu assim? Se pudesse te ver, Senhor, te daria um soco na cara!”. Isso era insurportável de ouvir. Confesso que fiquei constrangido, minha vontade era dizer: “Calma! Não fale isso! Não blasfeme!”, porém algo mais forte do que minha assepsia me fez apenas abraça-la. Mas ela rejeitou o meu abraço e continuou vociferando contra Deus. Fiquei assustado, sem saber o que fazer, mas não demorou muito e aquela mulher exauriu-se, perdeu as forças nas pernas e caiu de joelhos. Depois de um pequeno instante silencioso, ouvi sua oração terminar assim: “Meu Deus, me perdoa! Por que falei assim com o Senhor? Te amo mais do que tudo nessa vida! Foi o Senhor que me deu esse filho e é para o Senhor que ele voltou! Louvado seja o teu nome!”.
Deus nos deu a lamentação para nos livrar da incredulidade e do cinismo. Nenhuma pergunta, por mais constrangedora e perturbadora que seja, seria capaz de assustar ou magoar a Deus, que, como disse Agostinho, “conhece os abismos da consciência humana”. Fique tranquilo, Deus não se escandaliza com nossos dilemas. Sinceramente, não há nada que você possa dizer para ele que cause nele espanto. Agora, o nosso próximo e o próximo de nosso próximo, que somos nós mesmos, não suportam a confissão do dilema. Por quê? Medo. Medo de blasfemar, medo de perder a fé, medo de parecer com um incrédulo, medo de não ser compreendido, medo, medo, medo…
Afinal, de onde vem tanto medo? Certamente não vem de Deus. O Deus da cruz não sequestrou a lamentação. Pelo contrário, foi ele quem nos deu a lamentação. Mas o que fizemos com ela? Sequestramos, e o pior de tudo é que não estamos interessados em seu resgate. Não queremos sua liberdade. Na verdade, se pudéssemos mataríamos e enterraríamos nossos lamentos de uma vez por todas. Mas isso é impossível. Um lamento nunca morre. Sua existência está intimamente ligada às razões do coração, e nenhum homem ou mulher, anjo ou demônio, por mais poderosos que sejam, podem destruir o coração e suas razões. É verdade, sequestramos a lamentação. Não ouvimos mais o seu canto nem o seu tom melancólico em nossa liturgia, mas ela ainda está aqui, bem viva dentro de nós, em nossos dilemas. Até quando, meu Deus, manteremos nosso lamento aprisionado no cativeiro de nossos medos?
Por Jonas Madueira. Extraído de:
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Vivendo por e para Deus
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Igor Pohl Baumann
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20:07
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Meu nome é Bernard
Larski Neto, nasci no dia 31 de abril de 1984, prematuro de 7 meses e meio. O
parto foi por meio de fórceps o que ocasionou sofrimento fetal, anoxia, edema cerebral
e fratura na clavícula direita. Os médicos me deram 72 horas de vida.
Fiquei na incubadora por
um mês, e depois disso, iniciei a maratona de tratamentos. Com isso, minha mãe
abriu mão de seu trabalho para cuidar integralmente da minha recuperação.
Minha infância,
adolescência foi comprometida em função dos tratamentos e cirurgias corretivas,
pelas quais tive que passar, ao total foram sete.
Aos dez anos de idade
conheci Jesus, e aos 12 anos, meu coração começou arder por missões, pois gosto
de falar da palavra, aconselhar e orar pelas pessoas.
Cursei até o segundo
grau. Infelizmente, não consigo trabalhar, pela limitação na coordenação motora,
necessitando de auxílio para locomoção. Também não posso receber benefício do
INSS porque não me enquadro em alguns requisitos da legislação.
Há um ano e meio fui
convidado pela minha amiga de escola, Jaqueline Alexandre, conhecida como Adoradora,
para participar do Ministério com Especiais – grupo Rodando para o Alvo,
voltado ministério com cadeirantes -, no qual ainda participo.
E com isso, ouvindo o
pastor Adoniran Melo pregar a respeito de suas viagens missionárias, expressei
a ele o desejo de também ser missionário, e o sonho de realizar ao menos uma
viagem missionária. Na época, devido as minhas limitações cheguei a pensar que
não fosse possível. Então, pela graça de Deus, fui abençoado pelo Ministério
com Especiais com uma bolsa de estudo no CFM (Centro de Formação Ministerial), com
ênfase em missões.
No CFM há aulas teóricas
e práticas, e no início do ano de 2012, o Senhor Jesus me presenteou, colocando
pessoas para me abençoarem financeiramente e fisicamente. Assim, eu pude
realizar sonhos pessoal e ministerial, a primeira viagem missionária, indo para
o Uruguai. Essa experiência foi uma prova da fidelidade de Deus, conforme está
escrito em Romanos 8.28: “Sabemos que todas as
coisas contribuem justamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que
são chamados por seu decreto.”
Que toda honra e glória
seja dada ao Senhor Jesus Cristo!
Testemunho de Bernard L. Neto publicado na Revista PIB.
terça-feira, 17 de abril de 2012
O discipulado "fast-food"
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Igor Pohl Baumann
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18:12
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Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus’” (Mt 4.4).
Vivemos na época da alimentação espiritual “fast food”. Não temos tempo para uma alimentação saudável. A correria cotidiana nos rouba tempo, descanso e o cultivo dos relacionamentos. Esperamos que técnicas e modelos fechados de discipulado e ensino bíblico resolvam o anseio por respostas às dúvidas e maturidade espiritual.
Alguns programas de "discipulado" foram diluídos a um método raso, simplista e superficial para atender a necessidade “fast food” das pessoas. E pior, esses que utilizam os “fast foods” espirituais não sabem a diferença que existe do alimento sólido, consistente e nutritivo. Por vezes, o ensino sólido, duradouro e saudável é trocado por algo sem substância, momentâneo e superficial. Em outras palavras, preferimos encher a barriga à alimentar-se espiritualmente de modo saudável.
Para desenvolvermos uma alimentação saudável é necessário um compromisso com a saúde espiritual, uma autoavaliação sincera, adaptação de rotinas e reorganização das prioridades da vida. Nem sempre é fácil sair da mesmice espiritual cotidiana, quase mórbida para alguns, para uma disciplina saudável que proporcionará bênçãos duradouras.
Cabe a cada um perguntar: “como me encaixo no verdadeiro discipulado de Jesus nos dias hoje?”. Ao contrário da filosofia da sociedade "fast-food" e do engano de muitas pessoas do que é o discipulado cristão, encontramos as palavras de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salva-la-á” (Mc 8.34,35). Discipulado consiste numa caminhada árdua de transformação continua com Cristo para aqueles que foram iluminados pela graça e constrangidos pelo amor de Deus, por meio da negação do egocentrismo e da apropriação das palavras de Jesus. É um processo de amadurecimento constante que exige de nossa parte dedicação a Deus.
Portanto, quando você estiver diante de algum “fast-food” lembre-se que o conceito do discipulado (ou aprendizado com Jesus) maduro, mais profundo e não fechado é amplo (Mt 28.19; At 20.27; 1Tm 4.13; Hb 12.4-11); não acontece de um dia para o outro, mas é um processo constante e gradativo de transformação na vida daqueles que seguem a Cristo através da obra do Espírito Santo em seus corações (Rm 8.29; 1Ts 5.23); requer certo esforço e santidade de nós (Rm 12.12; 1Pe 1.14,15); e, finalmente, envolve o compartilhamento do amor e perdão que recebemos (Mt 25.40; 1Jo 3.14,16; 1Jo 4.7,8).
Por favor, para seu próprio bem, não troque a alimentação espiritual nutritiva de Jesus por um “fast-food”.
domingo, 15 de abril de 2012
Devo ou não mudar de igreja local ou ministério?
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Igor Pohl Baumann
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17:16
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“Que direito você teria para mudar de igreja?”. Ainda me lembro de ouvir essa questão sendo perguntada pelo meu professor de eclesiologia do seminário. É uma boa pergunta, uma que nos beneficiaria responder. E como Kevin DeYoung recentemente falou em seu blog, há um mandato bíblico e há razões práticas para se comprometer com a membresia de uma igreja local. Tendo firmado esse compromisso, sair dele não deve ser feito de qualquer forma. Claro que existem, sim, razões para deixar uma igreja local. Mas quais são elas? Tenho pensado sobre isso nos últimos dez anos e aqui está a minha tentativa de responder essa pergunta:
Boas razões para se mudar – Os quatro P’s
1. Mudança Providencial – se o meu trabalho, família ou vida me fez sair do Rio de Janeiro para morar em Niterói e eu provavelmente deveria procurar uma nova igreja local em Niterói, quanto mais se eu me mudasse de Porto Alegre para Recife. É bom e correto pertencer a uma igreja local em compromisso com irmãos e irmãs em minha própria “vizinhança”.
2. Plantação de uma nova igreja – Talvez eu não tenha mudado de cidade, mas talvez a igreja a qual eu pertenço decidiu me enviar junto com outros para plantar uma nova igreja em determinada área. Note porém que eu estou sendo enviado pela minha igreja, não saindo com um grupo porque estou insatisfeito ou acho que é melhor para nós.
3. A Pureza se perdeu – Isso pode ocorrer de várias formas, mas normalmente acontece quando a Palavra não é mais pregada. Pode ser o ensino de heresias, a falta de leitura ou pregação da Bíblia ou alguma manifestação mais proeminente do pensamento moderno de que a Palavra não é mais vista como suficiente; é usada como um tempero para a mensagem da semana ao invés da dieta pela qual a congregação é alimentada e suprida. Entretanto, devemos tomar cuidado aqui; a paciência deve sempre ser exercitada e eu devo sempre sondar meu coração para saber se não estou “fazendo tempestade em copo d’água”.
4. A Paz da igreja está ameaça pela minha presença – É difícil sugerir essa “razão” por medo de que abusem dela, por ser a “razão” mais subjetiva. Porém, há casos em que um indivíduo ou uma família podem se tornar um estorvo para o ministério da igreja local, e o melhor é que o indivíduo/ a família se mudem. Se essa é a razão que me faz pensar em mudar de igreja, então preciso refletir e discernir se é por causa de pecados que eu mesmo tenho cometido. Se esse for o caso, então preciso me arrepender prontamente, ao invés de querer me mudar. Essa “razão” deve sempre ser pensada com muito cuidado.
Possíveis razões para se mudar – Os três E’s
1. Esposa - Uma esposa (ou esposo) não crente ou que não freqüenta a igreja não deseja fazer parte dessa igreja, mas tem vontade de freqüentar uma outra com você.
2. Necessidades Especiais – Toda família tem necessidades especiais, então isso deve ser pensado com cuidado. Um exemplo é uma família que tem um filho deficiente e uma outra igreja local tem um grande ministério com deficientes que pode nos ajudar.
3. Dons Especiais – Alguma outra igreja local da área talvez tenha pedido que você use seus dons e talentos especiais em seus cultos para edificação do corpo (tocador de órgão, por exemplo). Nunca decida sobre isso sozinho. Se essa é uma razão que te faz pensar em mudar de igreja, facilmente você pensará muito bem de si mesmo e correrá para a grama mais verde. Isso é algo que sempre deve ser levado à liderança da sua igreja atual e pensado em conjunto.
Razões comuns que são insuficientes
1. Ministério Infantil – O ministério infantil da outra igreja é melhor. Isso não deve ser a razão para se mudar de igreja. Deve ser uma oportunidade para você se envolver no ministério infantil da sua igreja.
2. Tendência – Muitas pessoas irão para qualquer igreja da cidade que estiver “na moda”. O argumento será que o Espírito está trabalhando lá e que queremos ser parte disso. Mas tendências vem e vão. Assim como as pessoas que as seguem.
3. Grupo Jovem – A infelicidade de nossos adolescentes com o Grupo Jovem por falta de atividades ou dos outros jovens e etc. não deve ser uma razão para deixar a igreja com a qual estamos compromissados. Eu sei que esse tópico é controverso. Acredite, eu sei como é isso, por ser pai e por ter sido pastor de jovens. Os nossos filhos não são os responsáveis espirituais de nossos lares. Eles não devem escolher a igreja que freqüentamos por causa de seu status social ou círculo de amizades.
4. A igreja mudou – Igrejas sempre mudam. A não ser que as mudanças sejam anti-bíblicas, não temos porquê sair por causa disso. Nós não partimos quando nossa esposa ou marido muda! Ainda assim, somos muito rápidos para fazer isso com a igreja com a qual nos comprometemos.
5. Novo pastor – Um novo pastor não é razão suficiente para mudar de igreja. Não importa o quão rígido, impessoal, sem graça e etc. ele seja. Essa lista não tem fim. Não importa nem se ele não é o melhor dos pregadores. Ele é o homem que Deus chamou para essa igreja para esses tempos. E essa é a sua igreja. Novamente: se ele não é anti-bíblico, por que mudar? Você não se comprometeu com um homem, mas com um corpo.
6. Não estou sendo ministrado – Eu digo para todos da nossa classe de novos membros: “Se todos nós entrássemos na igreja toda semana e tivéssemos uma lista de pessoas que tentaremos ‘tocar’, encorajar ou ministrar, você imagina o quanto nossa igreja seria dinâmica? Isso apenas nas manhãs de Domingo. Imagina se fosse durante toda a semana”. Imagine se todos nós estivéssemos preocupados com os outros e fôssemos à igreja todos os Domingos com isso em mente ao invés de “Por que ele não falou comigo?”, “Por que ninguém se importa comigo?” ou “Por que ninguém está ministrando na minha vida?”. Comece a ministrar na vida dos outros e você verá que também está sendo ministrado.
7 . Música – Não é razão – seja ela lenta, rápida, tradicional, contemporânea, salmos, hinos ou músicas novas. Pare de usar isso como desculpa!
8. Existem várias outras… Nem falei sobre “o culto começa muito cedo”, “o café é horrível” ou “o pastor não sabe como descascar milho”. Sim… Todas essas são frases verídicas que eu já ouvi.
Texto da autoria de Jason Halopoulos e traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com
http://iprodigo.com/traducoes/boas-razoes-para-se-mudar.html
Boas razões para se mudar – Os quatro P’s
1. Mudança Providencial – se o meu trabalho, família ou vida me fez sair do Rio de Janeiro para morar em Niterói e eu provavelmente deveria procurar uma nova igreja local em Niterói, quanto mais se eu me mudasse de Porto Alegre para Recife. É bom e correto pertencer a uma igreja local em compromisso com irmãos e irmãs em minha própria “vizinhança”.
2. Plantação de uma nova igreja – Talvez eu não tenha mudado de cidade, mas talvez a igreja a qual eu pertenço decidiu me enviar junto com outros para plantar uma nova igreja em determinada área. Note porém que eu estou sendo enviado pela minha igreja, não saindo com um grupo porque estou insatisfeito ou acho que é melhor para nós.
3. A Pureza se perdeu – Isso pode ocorrer de várias formas, mas normalmente acontece quando a Palavra não é mais pregada. Pode ser o ensino de heresias, a falta de leitura ou pregação da Bíblia ou alguma manifestação mais proeminente do pensamento moderno de que a Palavra não é mais vista como suficiente; é usada como um tempero para a mensagem da semana ao invés da dieta pela qual a congregação é alimentada e suprida. Entretanto, devemos tomar cuidado aqui; a paciência deve sempre ser exercitada e eu devo sempre sondar meu coração para saber se não estou “fazendo tempestade em copo d’água”.
4. A Paz da igreja está ameaça pela minha presença – É difícil sugerir essa “razão” por medo de que abusem dela, por ser a “razão” mais subjetiva. Porém, há casos em que um indivíduo ou uma família podem se tornar um estorvo para o ministério da igreja local, e o melhor é que o indivíduo/ a família se mudem. Se essa é a razão que me faz pensar em mudar de igreja, então preciso refletir e discernir se é por causa de pecados que eu mesmo tenho cometido. Se esse for o caso, então preciso me arrepender prontamente, ao invés de querer me mudar. Essa “razão” deve sempre ser pensada com muito cuidado.
Possíveis razões para se mudar – Os três E’s
1. Esposa - Uma esposa (ou esposo) não crente ou que não freqüenta a igreja não deseja fazer parte dessa igreja, mas tem vontade de freqüentar uma outra com você.
2. Necessidades Especiais – Toda família tem necessidades especiais, então isso deve ser pensado com cuidado. Um exemplo é uma família que tem um filho deficiente e uma outra igreja local tem um grande ministério com deficientes que pode nos ajudar.
3. Dons Especiais – Alguma outra igreja local da área talvez tenha pedido que você use seus dons e talentos especiais em seus cultos para edificação do corpo (tocador de órgão, por exemplo). Nunca decida sobre isso sozinho. Se essa é uma razão que te faz pensar em mudar de igreja, facilmente você pensará muito bem de si mesmo e correrá para a grama mais verde. Isso é algo que sempre deve ser levado à liderança da sua igreja atual e pensado em conjunto.
Razões comuns que são insuficientes
1. Ministério Infantil – O ministério infantil da outra igreja é melhor. Isso não deve ser a razão para se mudar de igreja. Deve ser uma oportunidade para você se envolver no ministério infantil da sua igreja.
2. Tendência – Muitas pessoas irão para qualquer igreja da cidade que estiver “na moda”. O argumento será que o Espírito está trabalhando lá e que queremos ser parte disso. Mas tendências vem e vão. Assim como as pessoas que as seguem.
3. Grupo Jovem – A infelicidade de nossos adolescentes com o Grupo Jovem por falta de atividades ou dos outros jovens e etc. não deve ser uma razão para deixar a igreja com a qual estamos compromissados. Eu sei que esse tópico é controverso. Acredite, eu sei como é isso, por ser pai e por ter sido pastor de jovens. Os nossos filhos não são os responsáveis espirituais de nossos lares. Eles não devem escolher a igreja que freqüentamos por causa de seu status social ou círculo de amizades.
4. A igreja mudou – Igrejas sempre mudam. A não ser que as mudanças sejam anti-bíblicas, não temos porquê sair por causa disso. Nós não partimos quando nossa esposa ou marido muda! Ainda assim, somos muito rápidos para fazer isso com a igreja com a qual nos comprometemos.
5. Novo pastor – Um novo pastor não é razão suficiente para mudar de igreja. Não importa o quão rígido, impessoal, sem graça e etc. ele seja. Essa lista não tem fim. Não importa nem se ele não é o melhor dos pregadores. Ele é o homem que Deus chamou para essa igreja para esses tempos. E essa é a sua igreja. Novamente: se ele não é anti-bíblico, por que mudar? Você não se comprometeu com um homem, mas com um corpo.
6. Não estou sendo ministrado – Eu digo para todos da nossa classe de novos membros: “Se todos nós entrássemos na igreja toda semana e tivéssemos uma lista de pessoas que tentaremos ‘tocar’, encorajar ou ministrar, você imagina o quanto nossa igreja seria dinâmica? Isso apenas nas manhãs de Domingo. Imagina se fosse durante toda a semana”. Imagine se todos nós estivéssemos preocupados com os outros e fôssemos à igreja todos os Domingos com isso em mente ao invés de “Por que ele não falou comigo?”, “Por que ninguém se importa comigo?” ou “Por que ninguém está ministrando na minha vida?”. Comece a ministrar na vida dos outros e você verá que também está sendo ministrado.
7 . Música – Não é razão – seja ela lenta, rápida, tradicional, contemporânea, salmos, hinos ou músicas novas. Pare de usar isso como desculpa!
8. Existem várias outras… Nem falei sobre “o culto começa muito cedo”, “o café é horrível” ou “o pastor não sabe como descascar milho”. Sim… Todas essas são frases verídicas que eu já ouvi.
Texto da autoria de Jason Halopoulos e traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com
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