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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Liderança eclesiástica: os oficiais ordenados da igreja

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Como se configura a liderança de uma igreja local, segundo a Bíblia? Qual a diferença entre os oficiais e líderes de uma igreja?

A liderança no Novo Testamento era diversificada e, segundo Gene Getz, passou por duas fases de desenvolvimento. A primeira era composta por apóstolos e profetas, como Pedro e Ágabo. A segunda fase demonstrou que a igreja estava melhor organizada e dispunha de dois cargos oficiais, pastores e diáconos. O comum nestas duas fases era a atuação vibrante da igreja por meio do ministério pessoal de cada crente.

Os termos bíblicos para liderança eclesiástica variam, mas se dividem em dois ofícios, o pastoral e o diaconal. Em linhas gerais, discute-se se as palavras bispo, presbítero e pastor eram termos que designavam ofícios diferentes ou termos sinônimos para a mesma função.

Em Fp 1.1, Paulo reconhece a presença de bispos, que literalmente significa supervisores, e diáconos na liderança da igreja. Em outras palavras, pastores ou supervisores e diáconos compõe a liderança ordenada de uma igreja local segundo a Bíblia.

A Bíblia, portanto, testemunha e encoraja a presença de oficiais na dinâmica de uma igreja desde os primeiro séculos. Não reconhece, pois, a partir desta segunda fase observada por Getz, a presença de apóstolos ou profetas como oficiais da igreja; apenas como sendo os dons de plantar igrejas (apostolado) e o de pregar (profecia).

Por isso, os oficiais que a igreja batista reconhece são os pastores e os diáconos. Eles são líderes chamados por Deus e autorizados pela igreja local a exercer sua liderança junto ao povo de Cristo. Tanto pastores quanto diáconos devem exercer suas funções de acordo com qualificações descritas claramente em 1Tm 3.1ss.

Os pastores têm a função de apascentar o rebanho. A imagem do pastor é uma metáfora do Antigo Testamento vinculada ao trabalhador que cuidava de ovelhas e foi aplicada aos líderes da nação de Israel. Chegando ao Novo Testamento, a imagem do pastor foi aplicada aos supervisores das igrejas locais, isto é, aos líderes representativos das primeiras comunidades cristãs.

O pastor é quem cuida do rebanho, devendo priorizar o ministério da palavra (pregação e ensino) e da oração como base para sua influencia entre os demais, segundo At 6.4. Em outras palavras, ele deve ensinar a sã doutrina, refutar as heresias, expor fielmente a Palavra de Deus e dirigir a igreja local com os preceitos bíblicos.

Os pastores devem ser respeitados pela igreja local (1Ts 5.12,13); devem ser obedecidos (Hb 13.17); devem ser honrados e abençoados pela igreja (1Tm 5.17); eles são dignos de credibilidade, a menos que testemunhas confiáveis possam confrontar seus erros em amor (1Tm 5.19).

Quanto aos diáconos, eles também devem estar qualificados para exercer o ofício. O ministério diaconal tem início em Atos 6.1-7, quando a igreja de Jerusalém experimentou crescimento numérico e precisava atender às demandas e necessidades das pessoas, auxiliando os apóstolos. Estevão, o primeiro mártir cristão, e Filipe, que pregou ao etíope, eram diáconos dentre outros apresentados pelo Novo Testamento.

O significado da palavra diácono é literalmente servo. A palavra indica duas verdades. A primeira, significa que qualquer pessoa que serve ao Senhor é um diácono, sendo Jesus o modelo de servo-diaconal (Rm 15.8). Jesus é o modelo e a base para todo e qualquer serviço na igreja.

A segunda verdade, porém, é que a palavra diácono também assume um sentido específico, vinculado àquelas pessoas escolhidas para servirem na igreja local em áreas ministeriais de relevância para toda a igreja. São auxiliares dos pastores na condução e disciplina do povo de Deus.

Para ser diácono é preciso estar dentro das qualificações estipuladas pela Bíblia em At 6.3 e 1Tm 3.8-12.

A diferença básica entre o trabalho dos pastores e dos diáconos é a demanda contextual. O ministério dos pastores é supracultural, ou seja, independente do contexto, a igreja sempre precisará ser pastoreada, ensinada e liderada por homens de Deus. Por outro lado, o ministério dos diáconos deve ser efetivo ao suprir as necessidades de determinado contexto, que variam de um lugar para outro.

As igrejas devem seguir o modelo bíblico para nomear seus oficiais. Em 1Timóteo 3.1-12, Paulo deixa bem claro quais devem ser as credenciais de um pastor e de um diácono. Os pastores e diáconos que seguirem essas orientações bíblicas e permitirem ser moldados por tais valores, certamente terão um ministério frutífero e que honra ao Senhor.

A autoridade que Jesus outorga aos oficiais da sua Igreja é para amar, servir e dirigir o seu povo, sempre sob direção bíblica e intimidade com Deus. Pedro esclarece isso reiterando que a autoridade eclesiástica é para servir e não para escravizar, dominar ou manipular as pessoas (1Pe 5.2,3). Os que assim o fazem podem ser severamente advertidos: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor” (Jr 23.1).

Os oficiais da igreja local, isto é, os pastores e diáconos devem inspirar pessoas sob seu cuidado e orientação para que se cumpra a profecia de Jr 3.15.


            Finalmente, o ensino sobre os oficiais de uma igreja cristã se aplica em que a salvação deve redundar em santidade e serviço; todos os salvos possuem pelo menos um dom para servir; servir é um privilégio; alguns são chamados para servir como oficiais ordenados da igreja; os oficiais da igreja podem ser pastores ou diáconos; esses ofícios existem para auxiliar a igreja a cumprir sua missão com excelência e alegria.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

7 sugestões para tornar seu discipulado mais proveitoso

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Muitas pessoas pensam que discipulado é apenas um tempo que você passa numa classe ou estudando para ser batizado. O discipulado, porém, é bem mais do que isso. Essencialmente, discipulado significa ajustar sua vida à vida do Senhor Jesus, como nos mostra as Escrituras.
De certa forma, enfatizamos bastante que todos que são recém-convertidos devem passar pelo discipulado – seja numa classe, num grupo ou pelo acompanhamento individual. Mas é certo afirmar que todos nós que nos relacionamos com Deus por causa da morte e ressurreição de Jesus estamos em discipulado. Se você é novo convertido ou já alguém que se considera maduro na fé cristã a questão é: você é um discípulo de Cristo.
Como você está se desenvolvendo como discípulo? Você tem conseguido manter uma constância e disciplina em suas devoções a Cristo? Seu relacionamento com Deus é vivo e dinâmico ou apenas litúrgico e ocasional? Você tem progressivamente absorvido a mente de Cristo? Tem vencido seus medos e dificuldades? Superado as tentações e vencido as provas de fé? Seus relacionamentos são edificantes ou as pessoas se afastam de você? Sua ação evangelística a curto e em longo prazo são eficientes? De certa forma, as respostas que você der a estas perguntas indicaram o nível de discipulado que se requer para que haja amadurecimento.
Se você é um discípulo em crescimento e que busca conhecer a Deus mais do que uma mera religiosidade, aqui vai algumas dicas praticas de como tornar seu discipulado mais proveitoso e intensificar seu relacionamento com o Senhor.

1.    Hora de dormir
Alguém disse que um corpo sadio proporciona uma mente saudável. Já tentou ler um livro ou participar de uma aula depois de duas noites sem sono? Você deve concordar que é no mínimo bem difícil prestar atenção numa aula, leitura ou sermão quando estamos com sono. Os cientistas afirmam que é essencial para a memoria humana e saúde do corpo que tenhamos nosso sono em dia.
Com isso, seu discipulado se tornará mais produtivo, porque com o sono em dia, sua memória, desenvolvimento psíquico e saúde física estarão mais receptivos à Palavra de Deus, aos sermões, aos estudos bíblicos e tarefas eclesiásticas.
É verdade que nem sempre conseguimos mantar “rotina” para dormir. Às vezes nossa mente prega uma peça em nós e nos mantem acordados mesmo quando queremos muito dormir! Todo mundo já passou por isso. No entanto, não devemos levar nossa rotina de descanso na brincadeira. Você tem uma hora certa no dia para dormir? Tem algum “rito” especial antes de ir para cama?

 2.    Tempo na presença de Deus
Outra sugestão para que seu discipulado seja produtivo é dedicar tempo na presença de Deus. Parece chover no molhado falar sobre isso. Afinal, qualquer crente sabe que para ter saúde na vida com Deus é necessário tomar doses diárias da vitamina BO (Bíblia e oração).
Mesmo sabendo que devemos orar e ler a Bíblia todos os dias, nem sempre conseguimos fazer isso. Entre saber que se deve fazer algo e realmente fazê-lo há uma diferença bastante grande.
Geralmente nos deparamos com questões interiores como: “por que eu não consigo manter rotina nas minhas orações?”, “como vou conseguir orar todos os dias se tenho pouco tempo para isso?”, “ah, fulano não conhece minha vida, se conhecesse saberia que é impossível tirar meia hora para Deus no meu dia”, “como ele consegue orar uma hora por dia? Isso é coisa só para pastor!”, “eu até quero ter mais tempo com Deus, mas isso só será possível depois que eu me aposentar”... Talvez possamos enumerar outras inquietações. Qualquer uma delas são bastante comuns quando estamos em busca de um relacionamento sério com Deus. O desafio é: sair do marasmo, da preguiça e começar a fazer o que achamos que é certo que devemos fazer.
Que fique claro que para desenvolvermos um relacionamento com Deus é preciso dedicar tempo com Deus. Fazemos isso através da oração. Mas também da leitura e estudo da Palavra. Tempo com Deus inclui a oração, mas não é apenas a oração em si. Dedicar tempo na presença de Deus envolve responder ao Senhor o que se lê nas Escrituras; incluí a intercessão por pessoas; acrescenta-se um período de clamor ao Pai pelas nossas dificuldades; para-se para pensar na grandeza de Deus e em como ele é; etc. Não espere ter tempo para ter tempo com Deus. Faça este tempo. Priorize! Deus é mais importante que qualquer outra coisa ou pessoa! O discípulo passa tempo com seu mestre!

3.    Estudo sequencial de um livro bíblico
Quando você começa a separar tempo para estar com Deus e este período geralmente é à sós com o Senhor, uma prática que não deve ficar de fora é o estudo diligente da Bíblia. A Bíblia é a Palavra de Deus. É pela revelação de Deus na história registrada na Bíblia que conhecemos quem ele é e como ele se relaciona conosco. Através das Escrituras descobrimos o que Deus pensa sobre qualquer assunto que tenhamos dúvidas ou precisemos de conselhos.
É comum ouvirmos hoje de pessoas que abrem a Bíblia aleatoriamente em busca de uma palavra exata e direta de Deus. A maioria destas pessoas são bem intencionadas e precisam muito ouvir a Deus. Naturalmente, o recurso mais correto e adequado para ouvir a Deus é a própria Palavra dele. Estamos no caminho certo! No entanto, esta prática não pode ser a única maneira de você ouvir Deus falando através das Escrituras. Pois, à medida que crescemos no discipulado temos de descobrir outros níveis de aprofundamento nas sagradas palavras do Senhor.
O nível que falamos agora é bastante elementar. Poderia ser tratado como um nível de s.o.s, onde recorremos ao Pai em momentos de urgentes necessidades. Mas existem outras maneiras de ler a Bíblia e que são igualmente importantes. Pode-se ler a Bíblia biograficamente, sequencialmente, teologicamente, geograficamente, por temas ou tópicos, por correlações entre os testamentos, entre outras formas.
A que sugerimos como um nível intermediário para seu discipulado é a leitura sequencial. Porque através dela você conhece a Bíblia de capa a capa. Não é leitura mais profunda, ela é bem abrangente. A leitura sequencial da Bíblia expõe você à toda a Palavra de Deus, não permitindo que você realize as leituras dos textos que apenas lhe interessam ou são convenientes ao seu discipulado. Este método de leitura nos livra do emburrecimento bíblico e da ignorância à respeito do texto das Escrituras.
A boa noticia para seu discipulado e amadurecimento: ler a Bíblia sequencialmente, em espirito de oração, esperando ouvir Deus, conhecer mais sobre o que ele faz, como ele se relaciona com as pessoas, etc., nos aproxima da presença de Deus. No seu discipulado, ao dedicar tempo com Deus, seguramente você será abençoado se ler a Bíblia sequencialmente. Mãos à obra!

4.    Escola bíblica
Eis aqui um ponto em que muitos discípulos têm falhado! No último relatório da área de ensino da nossa igreja constatamos que temos matriculado na escola bíblica 1188 alunos! Você concorda que é um número quase impressionante. Mas esse número se torna quase inexpressível se tomarmos por base o número total dos membros da igreja. Algo curioso também acontece. Destes 1188 alunos matriculados 610 ainda não são membros da nossa igreja! Traduzindo, cerca de 50% da nossa escola bíblica é frequentada por pessoas arroladas como membros!
Sim, eu concordo com você que temos outros meios de ensino, como as células, grupos de apoio e estudo, o próprio púlpito que é um tempo de exortação, mas de ensino também, etc. Se somarmos os números de pessoas que se envolvem com a Palavra teríamos um contingente bem maior. E isso tudo é uma benção! O que queremos ressaltar para o aperfeiçoamento de seu discipulado é que existem tópicos de aprofundamento bíblico que não são tratados numa célula, e talvez nem mesmo num grupo temático.
A escola bíblica apresenta várias oportunidades para o crescimento do discípulo de Cristo, dentro dos mais diversos assuntos bíblicos e níveis de formação espiritual e ministerial. Se envolva! Se intere dos assuntos! Separe pelo menos um tempo por ano para fazer um curso, uma atualização, um módulo específico.

5.    Célula ou “pequenos grupos”
A vida em célula na igreja nos mostra que o discipulado não se faz apenas com conhecimento bíblico, mas com a prática da obediência ao texto bíblico aprendido. E mais, fazemos isso entre pessoas que se dedicam a servir a Deus! Todo membro da igreja deveria fazer parte de um grupo pequeno, isto é, de uma célula. A célula é importante no processo de crescimento espiritual porque neste ambiente é que o “ferro afia o ferro” e onde desenvolvemos amigos mais chegados que irmãos.
Quando a Bíblia nos fala sobre o ferro afiar outro ferro, ela está dizendo que é através de relacionamentos significativos, pautados e direcionados pela Palavra, que superamos as nossas diferenças pessoais e crescemos em altruísmo, empatia e missão com as pessoas que Deus colocou ao nosso redor. O verdadeiro discípulo de Jesus certamente insiste em permanecer numa célula mesmo quando os conflitos aparecem, porque sabe do valor das pessoas e do que Deus pode fazer quando um se dispõe a “afiar” outro pela prática da Palavra.
Tecnicamente, a célula é como uma maquina de guerra na batalha espiritual que se apresenta na vida da Igreja. Ela é leve, ágil e feroz. Não precisa de grandes estruturas, apenas de uma casa; não necessidade obreiros oficiais como pastores e diáconos: na célula todos podem pastorear e servir uns aos outros; não causa estranheza ou barreiras para as pessoas que precisam de Deus mas não estão acostumadas com a linguagem religiosa das igrejas. Agindo assim, é na vida em célula que você pode se tornar um exímio discipulador, alguém que abençoa vidas e auxilia na evangelização e formação de novos crentes.

6.    Caminhada
Outra prática que pode tornar seu discipulado mais efetivo é a caminhada. Estamos falando da caminhada, literalmente. O discipulado é o caminhar junto com alguém. É Deus caminhando com você. É você no caminho de Jesus. “Caminho” é um termo usado como metáfora na Bíblia e bastante apropriado para nos indicar um processo de relacionamento com Deus e com pessoas. Simplesmente “caminhamos” juntos, prosseguimos num objetivo comum onde somos encorajados uns pelos outros. É bonito e desejável viver isso.
Mas a metáfora da caminhada assume tanta importância de significado porque a experiência da caminhada em si é algo muito importante e ensina grandes lições de vida.
Quem caminha habitualmente, além de auxiliar na saúde física, desenvolve disciplina, senso de observação, cautela ao caminhar, pode caminhar com alguém e conversar com esta pessoa, libera os hormônios vinculados à satisfação e alegria, gerando uma espécie de vicio em exercitar-se – excelente prevenção contra a depressão! Quem caminha em lugares diferentes começa a perceber coisas que nunca tinha percebido antes, quando passava de carro ou viu pela televisão. É muito melhor estar presente in loco para observar e sentir um lugar. A maioria das pessoas que caminham constantemente aprender a não reclamar das dificuldades.
Mesmo que aqui não seja o espaço mais adequado para uma explicação técnica dos benefícios da caminhada é comum a opinião que ela é importante para vida de todo mundo, tanto fisicamente quando mentalmente. Estando “de bem com a vida”, não dúvidas que haverá uma percepção mais adequada do que Deus tem feito em sua vida. Você verá a diferença em seu viver se incluir a caminhada como uma maneira de se relacionar com Deus porque poderá caminhar orando, observando a majestade de Deus e também discipulando alguém, enquanto “caminham”.

 7.    Hora de acordar
Nas palavras de Scott Peck “a disciplina é a caixa de ferramentas básica de que precisamos para solucionar os problemas da vida. Sem disciplina não podemos resolver coisa alguma. Com pouca disciplina podemos resolver poucos problemas. Com total disciplina podemos resolver todos os problemas”. O que torna difícil é que o processo de disciplinar-se e enfrentar as demandas exigidas é doloroso.
É por isso que discipulado é uma palavra relacionada diretamente com a palavra disciplina. No discipulado de Jesus, com ele e entre irmãos, somos constantemente desafiados a deixar para trás aquilo que não condiz com um seguidos de Cristo e a abraçar em nosso estilo de vida as qualidades que nos identificam como cristãos. Por esta relação do discipulado com a disciplina na vida que caminhar, ler, estudar, meditar, orar, ter horários e rotinas, concentrar-se são exercícios que auxiliam profundamente na busca de crescimento espiritual.
Ainda temos de desenvolver disciplina para acordar cedo e tirar tempo para estar na presença de Deus. Por que esta sugestão para incrementar seu discipulado? Por duas razões:
A primeira é que para muitas pessoas é doloroso levantar cedo para ir trabalhar ou até viver! Levantar exige disciplina e propósito. Temos algum proposito mais sublime e desejável do que viver para a gloria de Deus? Para todos, depois de uma noite de sono, do descanso e fadiga é necessário levantar e pôr mãos à obra nas demandas cotidianas. Melhor ainda é acordar depois de uma boa noite de sono, quando o Senhor nos abençoa com aquele sono reparador que nos torna fortes, bem humorados e dispostos a encarar os desafios com fé, assim como Josué e Caleb encararam os gigantes que habitavam na terra de Canaã, antes da entrada do povo.
A segunda razão é porque o horário que você separa para ter tempo com Deus e dedicar sua vida exclusivamente a ele é muito importante. Se você deixar para se relacionar com Deus quando tiver um tempo sobrando, por certo, você não o fará. Não temos tempo “sobrando”. Temos de ser bons gerentes do tempo que Deus nos concedeu. A melhor maneira de servir a Deus com o bom uso do tempo é dedicando tempo de qualidade ao relacionamento com o próprio Senhor, priorizando-o em suas atividades corriqueiras.
Sugerimos que este seu tempo de qualidade seja logo de manhã. Logo ao levantar-se. Antes do café, ou enquanto toma um café com Deus. Sem interrupções. Antes de iniciar qualquer atividade. Na experiência de irmãos que deixaram para depois este tempo, geralmente à noite, antes de dormir, é que a qualidade que depreendem para ler, estudar e orar não é a mesma do que depois de acordar.
É claro que cada pessoa tem um timing diferente e adapta-se melhor a este ou aquele ambiente. Mas a regra básica para desfrutar de um discipulado valioso e crescente é: separe um horário na sua agenda para o tempo com Deus. Invista em sua rotina de modo que todas as coisas venham a convergir para seu momento de encontro com o Pai Celeste.
Finalmente, lembramos que Paulo disse para colocarmos em “ação a salvação de vocês com temor e tremor” (Fp 2.12) e Pedro ensinou que Deus pelo “seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade” (2Pe 1.3). Estes textos estão nos instruindo a uma vida de constante aprendizado e crescimento diante de Deus e das pessoas. Temos de encontrar meios santificados para viver o que a Bíblia nos manda quanto à qualidade de nosso amor pelo Senhor.
Estas sugestões explanadas podem ser incorporadas em seu viver paulatinamente ou todas de uma vez. Um ou outro tópico destes está interligado, ou seja, quando você experimentar um naturalmente experimentará outro. Todavia, não seja displicente na sua santificação.
Seja reconhecido como um verdadeiro discípulo do Senhor. Os discípulos de Cristo, segundo Dallas Willard, são “pessoas que não apenas adotam e professam certas ideias como também aplicam sua compreensão crescente da vida no reino dos céus a todos os aspectos de sua vida na terra”. Sua vida é assim?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Impostores Expositivos

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Mark Dever corretamente descreve a Pregação Expositiva como “pregação que toma como o assunto do sermão o assunto de uma passagem particular da Escritura”. Entretanto, tenho ouvido muitos sermões que tentam ser expositivos, mas falham de alguma forma. Abaixo estão sete armadilhas que alguém pode  evitar. Cada uma dessas armadilhas ou não faz da mensagem da passagem a mensagem do sermão, ou, no final das contas, não a faz uma mensagem para a congregação.
1) O assunto da passagem é mal-entendido: o “Sermão sem Fundamento”. Este é o caso em que o pregador diz coisas que podem ou não serem verdadeiras, mas que, de nenhuma forma, vieram da passagem, quando ela é entendida corretamente. Isso pode acontecer tanto por falta de cuidado com o conteúdo do texto (por exemplo, “produção, motivação e inspiração”, tirado de 1 Tessalonicenses 1.3, versão NIV; embora nenhuma palavra tenha paralelo no grego), quanto por falta de cuidado com ocontexto (por exemplo, o sermão em Davi e Golias, que pergunta “quem é seu Golias, e quais são as cinco pedras que você precisa preparar para usar contra ele?”).
Se o pregador não está extraindo profundamente da Palavra de Deus para guiar a mensagem de seus sermões, eles estão possivelmente sendo dirigidos pelas próprias preferências do pregador. Pois, “quando alguém regularmente prega de uma forma que não é expositiva, os sermões tendem a ser somente sobre assuntos que interessam ao pregador” (Nove Marcas). Portanto, a congregação não recebe tudo o que Deus pretendia. A lição? Pregadores devem se entregar ao entendimento absoluto do texto antes de sentar para escrever seus sermões. Uma leitura casual não é o bastante. Os pregadores devem permitir que Deus determine a dieta do rebanho como prevenção contra uma alimentação insuficiente.
2) O assunto da passagem é ignorado: o “Sermão Trampolim”. Bastante parecido é o sermão em que o pregador entendeu o centro do texto, concorda superficialmente com ele , e então fica intrigado com algo que é um ponto secundário ou terciário, fixando sua atenção nisso pelo resto do sermão. O que ele diz vem do texto, mas não é o assunto principal do texto (por exemplo, o sermão em João 3 que enfoca primeiramente a permissão de cristãos beberem álcool).
3) O assunto da passagem não é aplicado: o “Sermão Exegético”. Algumas pregações que se dizem expositivas são rejeitadas como chatas e irrelevantes… e com justiça! O ouvinte poderia muito bem ler um comentário exegético. Tudo que é dito é fiel à passagem, mas não é realmente um sermão; é meramente uma leitura técnica da passagem. Pode-se aprender muito sobre o uso paulino do Genitivo Absoluto, mas pouco sobre a pessoa de Deus ou a natureza do coração humano. Não há aplicação pra nada a não ser às mentes da congregação. A verdadeira pregação expositiva certamente deve informar primeiro a mente, mas também aquecer o coração e constranger a vontade.
4) O assunto da passagem é aplicado a uma congregação diferente: o “Sermão Irrelevante”. Muitas pregações promovem orgulho na congregação por jogarem pedras nos tetos de vidro de outras pessoas. Ou o ponto da passagem é aplicado apenas aos incrédulos, sugerindo que a Palavra não tem nada a dizer para a igreja, ou é aplicada aos problemas que raramente são vistos na congregação onde se prega. Assim, a congregação se torna orgulhosa, e como os fariseus na parábola de Jesus, acabam agradecidos por não serem como os outros. A resposta não é arrependimento e fé, mas “se a Sra. Brown ouvisse esse sermão!” ou “esse sermão realmente deveria ser pregado na Enésima Igreja Batista de Smorgsville, Pensilvânia!”.
5) O assunto da passagem é mal aplicado à congregação atual: o “Sermão Inadaptado”. Algumas vezes, a distância hermenêutica entre a passagem original e a congregação atual pode ser mal compreendida, de forma que a aplicação do contexto original é transferida de maneira errada ao contexto atual. Assim, se o pregador não tem uma teologia bíblica correta do culto, passagens sobre o Templo no Antigo Testamento podem ser aplicadas erroneamente sobre o prédio da igreja no Novo Testamento, ao invés de estarem cumpridas em Cristo e em seu povo.
6) O assunto da passagem é separado de seu impacto geral: o “Sermão Doutrinário”. Deus deliberadamente falou a nós “de muitas e diversas maneiras”. Muitos sermões ignoram o gênero de uma passagem, e pregam narrativa, poesia, epístola ou apocalíptica – todos como se fossem uma série de afirmações proposicionais. Embora toda pregação deva transmitir verdades proposicionais, elas não deveriam ser reduzidas a isto. O contexto literário das passagens deveriam significar que um sermão de Cântico dos Cânticos soa diferente de um a partir de Efésios 5. As passagens podem ter o mesmo ponto central, mas é transmitido de uma forma diferente. Esta diversidade não deve ser perdida na pregação.
7) O assunto da passagem é pregado sem referência à passagem: o “Sermão Atalho”. Outro sermão pode ter até uma aplicação apropriada à mente, coração e vontade, ainda que a congregação fique sem saber como isso foi apropriadamente aplicado a partir do texto. Oposto do sermão exegético, esse tipo de pregação não mostra nenhum “trabalho” exegético, afinal. Embora o Senhor tenha apresentado seus objetivos em sua Palavra, apenas o pregador está totalmente ciente desse fato. A congregação pode muito bem acabar dizendo “que sermão maravilhoso” ao invés de “que passagem maravilhosa da Escritura”.
Pregação expositiva é tão importante para a saúde da igreja porque permite que o conselho inteiro de Deus seja aplicado à igreja inteira de Deus. Que o Senhor equipe os pregadores de Sua Palavra de forma que Sua voz possa ser ouvida e obedecida.
Texto de Mike Gilbart-Smith, Traduzido por Josaías Jr, via: iPródigo

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

9 razões porque devemos conhecer a Deus

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O famoso escritor A. W. Tozer escreveu um livro falando que a coisa mais importante a seu respeito é aquilo que você sabe a respeito de Deus, seu conhecimento de Deus. Eu quero lhes dar várias razões de por que isso é verdade.
1. Ideias têm consequências e as ideias que você tem as respeito de Deus são as que têm maiores consequências.
Por sinal, “Ideias têm consequências” é um titulo de um famoso livro que fala sobre as ideias de Adolf Hitler e as consequências delas. Essas ideias e as consequências delas foram milhares de pessoas assassinadas. Karl Marx teve uma ideia e as suas ideias também levaram  ao assassinato em massa de milhões de pessoas. Muitas pessoas tiveram uma ideia chamada aborto e é uma vergonha dizer que nos EUA foram assassinados 50 milhões de crianças na década de 70. Não acredito que preciso convencê-los que ideias têm consequências. E se Deus é a maior ideia que alguém jamais pode ter, então Deus é a ideia que terá mais consequências que qualquer outra ideia que você possa ter. Então, o que você pensa a respeito de Deus é a coisa mais importante que você pode pensar a respeito de si mesmo.
2. Não podemos ser como Deus a não ser que saibamos como Deus é
A Bíblia nos diz que devemos ser como Deus. Aliás, esse é o subtema desta conferencia: “sejam santos, porque eu sou o Senhor, o Deus de vocês” (Levítico 20:7), Jesus é perfeito, como o Pai dele nos céus é perfeito e assim nós devemos ser (Mateus 5:48). Devemos ser como Deus e se não soubermos como Ele é, isso não será possível.
3. Não podemos conhecer o Deus verdadeiro a não ser que conheçamos a verdade a respeito de Deus.
Jesus disse “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e que devemos adorar em espírito e em verdade, mas você não pode adorar ao Deus verdadeiro se você não conhecer a verdade a respeito de Deus. Aliás, quando Jesus disse que devemos adorar em verdade, Ele está dizendo que a não ser que digamos a verdade a respeito de Deus, não o adoramos verdadeiramente. Nós não podemos honrar e adorar a Deus dizendo coisas falsas as respeito dele. Se você diz coisas falsas a respeito de sua mãe, você não está honrando sua mãe. O mesmo com Deus.
4. Não podemos reconhecer falsos deuses a não ser que conheçamos o Deus verdadeiro
Você não conhece algo falsificado a não ser que conheça o verdadeiro e original. Na verdade, alguns especialistas na área de falsificação me disseram que eles não gastam tempo estudando as coisas falsas, mas as notas verdadeiras de dinheiro. Eles se tornam conhecedores profundos daquilo que é real, porque se eles não forem especialistas no genuíno não reconhecerão o falso. As pessoas dizem “eu creio em Deus”, e eu pergunto “em qual Deus você crê?”, porque nem todos os deuses são verdadeiros. E nós não conheceremos o Deus verdadeiro se não reconhecemos a verdade a respeito dEle e nós não reconhecemos os falsos deuses se não reconhecermos o Deus da escritura.
5. Todos os falsos deuses são ídolo e eles podem ser tanto de metal como da mente
A maioria das pessoas consegue reconhecer um deus de metal, mas às vezes não conseguimos reconhecer um falso deus mental. A bíblia diz que não devemos ter nenhum outro Deus diante dEle.
6. Temos uma tendência de nos tornar como aquilo que adoramos
Quando estava no ensino médio, eu praticava basquete, beisebol e corridas e para isso, eu precisava de um modelo. Você precisa de uma pessoa que você usará para modelar a sua vida conforme aquele modelo.  E se você observa as pessoas descobrirá que elas têm uma tendência para imitar os artistas e as estrelas que elas gostariam de ser; ou seja, elas têm uma tendência de se tornar como seu modelo. Ora, Deus é o mais alto modelo do universo, então temos que modelar nossas vidas de acordo com Ele. É isso que queremos dizer sobre “piedoso”, que é ser “como Deus”. Esse é um fato psicológico, tendemos a nos semelhar a nossos modelos. Então, se modelarmos nossa vida em Deus, seremos formados a imagem dEle.
7. Não podemos nos conhecer verdadeiramente a não ser que conheçamos verdadeiramente a Deus
Sócrates disse “conhece-te a ti mesmo”, o cristianismo diz “conheça a Deus”. Então, se, de fato, você quer se conhecer, não precisa ir atrás de um psicólogo, por que eles o apontarão a direção errada. Eles falarão para olhar para dentro de si e para o passado. Mas a única maneira de conhecer a si mesmo é olhar para cima. Por que isso? Por que a melhor maneira de entender uma cópia é estudar o original. Nós todos já olhamos para cópias ilegíveis. O que fazemos? Pegamos o original e tentamos encontrar a resposta. Nós somos cópias de Deus, criados a sua imagem e semelhança. Se você quer saber quem você é, olhe para o original. Se você quer saber quem você é, olhe para Aquele que o fez a Sua imagem.
8.  Se não vivermos de acordo com o que está acima de nós, o que está abaixo de nós sugará o que somos pra baixo.
É por isso que Paulo disse “pensai nas coisas lá do alto” (Colossenses 3:2), e disse em Filipenses 3 que ele corre para o alvo, que é Cristo (Filipenses 3:14). Eu tenho 6 filhos e enquanto eles cresciam queríamos que eles tivessem um bom modelo em suas vidas, queríamos que eles mirassem alto. Então, sempre que eles sentavam-se à mesa para comer, havia a foto de uma moça com uma maçã sobre a cabeça em nossa parede, com uma flecha na testa da moça e havia uma frase “para ter sucesso, mire mais alto”. A maioria de nós não mira alto na vida. Olhamos para outra pessoa e dizemos “quero ser como ela”, mas elas são pessoas caídas e pecadoras como nós e em algum momento irão desapontá-lo, como tudo neste mundo. Só existe uma pessoa que jamais irá desapontá-lo e é Deus! Se você quer ser como Ele, olhe para Deus; se você não quer que o que está abaixo de você o puxe, olhe para o que está acima.
Quando me tornei cristão, 62 anos atrás, eu aprendi minha primeira lição: “que a vida cristã não é difícil, mas é impossível de ser vivida na própria força”. Se não posso viver na minha própria força, posso viver a através de Cristo que me fortalece (Filipenses 4:13).
9. Um compromisso que é menos do que um compromisso final não irá satisfazê-lo completamente
Paul Tillich, um teólogo liberal, dizia que um compromisso real é um compromisso final. Mas este último compromisso tem que ser um compromisso com aquilo que é de fato final.
Meu livro favorito do Antigo Testamento é o Eclesiastes. No capitulo um, Salomão nos diz que ele provou de tudo debaixo do céu para satisfazer a si mesmo. Ele tentou mulheres, vinho, impiedade, trabalho, riqueza. Ele tinha tudo que podia ter, mas não tinha razão para viver. As únicas pessoas que acham que a riqueza pode trazer felicidade são os pobres, porque quem as tem sabem que as riquezas não trazem satisfação. O fato é o seguinte: o desejo interior que nós temos pelo infinito jamais será satisfeito pelo que é finito. O desejo pelo que é eterno jamais será satisfeito pelo temporal. Esse espaço no coração do homem que é do tamanho de Deus só pode ser preenchido por Deus. Existem formas básicas pelos quais os homens tem buscado satisfação e uma delas é o materialismo. Ele diz que a felicidade está no dinheiro e nas coisas, mas ninguém fica feliz ao acrescentar posses. Jesus diz que a vida do homem não consiste nas suas posses e Paulo disse que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Então, a felicidade não está no dinheiro.
Outros buscam a felicidade em religiões orientais. Os jovens vêm seus pais, ricos, mas infelizes, e, com isso, começam a procurar em Buda sua felicidade, que pregou que abrir mão de suas riquezas e prazeres o deixará feliz, em um nirvana. A questão é que mudar seus desejos não vai satisfazes você. Uma pedra não tem desejos, mas também não é feliz.
Como alguém pode ser feliz, então? É redirecionar suas paixões ao Deus Único que pode satisfazê-lo, porque apenas Aquele que é infinito pode satisfazer um desejo infinito. Deixe que o Deus eterno preencha seus desejos por eternidade. Nada menos que aquilo que é o máximo pode satisfazer seus desejos. Eu descobri isso quando adolescente. Eu cresci em uma família não-cristã e nunca fui para uma igreja. Meu tio favorito era ateu. Mas eu não era feliz. Eu procurava Deus. Uma igreja tinha um ônibus que levava jovens para a escola dominical e fui nele. Ouvi sobre Jesus, que disse “vim para que tenham alegria, e alegria completa” (João 17:13). Meu coração clamava por felicidade, e aquele vácuo que estava no meu coração foi preenchido por Deus. Entreguei minha vida a Jesus Cristo e agora, por mais de 62 anos, tenho O servido. Posso lhe dizer com certeza que só Jesus satisfaz. Nada mais vai preencher seu último desejo.
Deixe-me ilustra contando sobre como Ele fez isso por mim. Aos 17 anos entreguei minha vida Cristo, e foi uma transformação completa. Antes de me tornar cristão, vim de uma família sem qualquer cultura. Não tínhamos livros, meu pai só estudou até o quarto ano, minha mãe só até o sétimo. Eu me formei no ensino médio sem nunca ter lido nenhum livro. Eu fui expulso da minha sala de literatura por que a professora perguntou como a história terminava e eu não sabia. Mas Deus estava trabalhando em minha vida. Deus me mandou por todo o mundo, lendo um livro, falando de Jesus. O Brasil é o 31º país que visito e embora eu não tenha lido nenhum livro no ensino médio, hoje escrevi 80 livros.
Deus é grande e Deus é bom, e se você entregar sua vida a Ele, Ele encherá sua vida de satisfação e alegria abundante. Ele o tomará, equipará e usará. Você pode dizer que é pobre – nós éramos tão pobres que comemos nosso coelhinho de estimação, a Nancy. Você consegue comer um coelho, mas não seu de estimação (risos). Deus pode tirá-lo de qualquer lugar para satisfazer seu coração. Lembra-se de Moises? Ele disse para Deus que não era eloquente e pediu para alguém ir em seu lugar. Deus mandou Moisés jogar o cajado no chão, e ele se tornou vivo. Deus o mandou pegar de novo, e tonou-se um cajado. Deus fez sua mão ter lepra e deixar de ter, com um movimento de mão. Deus o mandou bater nas águas com o cajado, e as águas se dividiram. Moisés deu para Deus o que ele tinha, e Deus deu a Moisés o que ele não tinha.
Todos nós estamos aqui buscando a santidade – sem a qual ninguém verá o Senhor. Estamos buscando, também, felicidade. Felicidade esta que só é encontrada em Deus. E o mundo ainda está para ver o que acontecerá com uma pessoa totalmente satisfeita e dedicada a Deus. O versículo da minha vida é Filipenses 1:21: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”. Se Ele me deixar viver, viverei para Ele; se eu for morto, eu viverei com Ele. Você não pode superar essa filosofa.
Um bandido apontou uma arma para um cristão e ameaçou matá-lo se não desse o seu dinheiro. Ele respondeu: “você não pode me ameaçar com o céu”. A pior coisa que pode acontecer com você é a melhor coisa que pode acontecer com você, porque viver é Cristo e morrer é lucro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Por que prefiro a pregação expositiva?

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