segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A composição da igreja local

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"Quem faz parte da igreja local?". Pode ser qualquer pessoa? Será que só freqüentar os cultos significa fazer parte da igreja local? 

O texto de Atos 2.36-47 nos ajudará a responder essas perguntas. É a conclusão do sermão de Pedro, no dia de pentecostes, na vinda do Espirito Santo. Leia o texto com atenção e numa segunda leitura, tente sublinhar quais as características das pessoas que fizeram parte da igreja local daqueles dias.

Portanto, que todo o Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo. Quando ouviram isso, ficaram aflitos em seu coração, e eles perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: Irmãos, que faremos? Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo.  Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles: Salvem-se desta geração corrompida!  Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.  Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos.  Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum.  Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.  Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração,  louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos. (Atos 2:36-47)

A igreja local é composta por pessoas que se arrependeram de seus pecados e aceitaram o evangelho do Senhor Jesus. O versículo 38 deixa isso claro ao mostrar a recomendação de Pedro aos irmãos que ouviram a mensagem do Evangelho anteriormente exposto por ele: "arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados".

Outros textos confirmam a necessidade de arrependimento e fé para fazer parte da Igreja e da igreja local, como o de Marcos 1.15: O tempo é chegado, dizia ele. O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!. Paulo enfatiza a importancia de crer: "Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. (1 Timóteo 4:10).

A igreja local é composta por pessoas que receberam o dom do Espirito Santo e o perdão de Jesus. O versículo 38 apresenta que a finalidade do arrependimento e fé é nos levar ao perdão dos pecados e a doação do dom do Espirito Santo. Tanto o perdão divino do pecado original, quanto o dom do Espirito são lados da mesma moeda. Sao experiências iniciais da salvação em Cristo que acontecem simultaneamente. Ate poderíamos dizer que a igreja local é composta de pessoas salvas ou regeneradas.

O livro de Romanos nos fornece uma base solida para ampliarmos esse conceito de salvação. "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1). E, "Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1).

O termo que Paulo usa para descrever os aspectos iniciais da salvação é justificação. Era um termo comum na época, vinculado as instituições forenses. Era declarado justo aquele que não tinha culpa. Imagine quando uma pessoa é declarada inocente num julgamento,  que alegria! Nós, porem, fomos declarados justos no julgamento eterno de Deus mesmo sendo passíveis de condenação. Pois, mediante a salvação que Jesus efetuou na cruz nós fomos declarados livres por Deus. Essa justificação só é possível por causa do sacrifício de Cristo em nosso lugar.

Uma vez justificados, não ha condenação para nós. Fomos libertos do pecado e da morte. Como Deus é bom! Nesta altura de seu estudo talvez você queira agradecer a Deus por ter liberto você do pecado e da morte e ter dado tão grande salvação gratuitamente.

A igreja local é composta por pessoas que se submetem ao batismo nas águas. Pedro exorta seus ouvintes a arrependerem e demonstrarem sua fé em Jesus através do batismo (At 2.38). É provável que nos primeiros dias do cristianismo, eles batizassem pessoas usando a formula "em nome de Jesus". Porque devido a proximidade que existia entre o judaísmo e o cristianismo incipiente, a única coisa que deveria ser acrescido na vida dos judeus que criam em Jesus era o batismo. Porem, poucos anos mais tarde, a Igreja reconheceu a formula batismal em nome da Trindade divina, que é a que vemos em Mateus 28.19. Cremos que o batismo não salva - salvação é dadiva divina ao que crê nele, mas ele é parte natural das nossas decisões ao lado de Cristo, para expressar simbolicamente o que cremos de fato.

A igreja local é composta por pessoas que perseveram na doutrina dos apóstolos. É isso que afirma o versículo 42 do capitulo 2 de Atos: "Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações". Esta é uma afirmação surpreendente. Talvez ate estranha para alguns. John Stott leva ela em grande conta dizendo que "a igreja viva é uma igreja que está aprendendo, uma comunidade que estuda" (STOTT, 2005, p.8). Stott compara que no Pentecostes o Espirito abriu uma escola para seu povo. Os mestres eram os apóstolos, a quem Jesus tinha treinado pessoalmente. Os estudantes eram cerca de 3000 salvos. Na verdade, espiritualmente falando, eram o jardim de infância. Estavam no começo da jornada de aprendizado da fé crista. "Esses recém-nascidos na fé, convertidos e cheios do Espirito Santo, não estavam dedicados a desfrutar de uma experiência mística que os fizera esquecer o criam ou de arrazoar sobre isso" [...] "perseveravam na doutrina dos apóstolos e queriam aprender tudo o que fosse possível. Tinham fome da verdade e queriam sentar-se aos pés dos apóstolos e absorver seus ensinamentos" (STOTT, 2005, p.8).

Estamos longe de dizer que o cristianismo se limita ao intelectualismo. Ao contrario, uma igreja local cheia do Espirito é incompatível com intelectualismo, mas também não se satisfaz apenas com as experiências extáticas que acontecem vez ou outra na caminhada com Cristo. Nisto, devemos buscar crescer sempre: uma vez salvo, haverá em você uma vontade diferenciada em aprender a doutrina bíblica, que é a revelação de Deus.

Joshua Harris diz algo interessante sobre a idéia de que você deve se aprofundar nos estudos das Escrituras: "Sei que a idéia de estudar sobre Deus afeta as pessoas de modo errado. Parece fria e retórica, como se Deus fosse um cadáver de um sapo a ser dissecado em um laboratório ou um conjunto de idéias que memorizamos como provas de matemática. No entanto, o estudo de Deus não deve ter esta conotação. Você pode estuda-lo como estuda um pôr-do-sol que o deixa sem palavras. Pode estuda-lo como um homem estuda a pessoa que ele ama apaixonadamente".

A igreja local é composta por pessoas que se reúnem para adorar a Deus e celebrar o Evangelho. Nosso texto, nos versículos 42, 46 e 47 deixa claro que a adoração e o louvor era parte integrante do cotidiano da igreja local. Assim deve ser com você e com todos nós que formamos a igreja local de Cristo. O livro de Salmos possui uma serie de convites para o povo de Deus celebrar o Senhor. Pois ele é digno de toda honra, gloria e louvor!

Os profetas de Deus também nos convidam a celebrar o Senhor da gloria. "O  Senhor   dos Exércitos é que vocês devem considerar santo, a ele é que vocês devem temer, dele é que vocês devem ter pavor" (Is 8.13). "O  Senhor , porém, está em seu santo templo; diante dele fique em silêncio toda a terra" (Hc 2.20). Stott ressalta que a adoração a Deus pode ser formal ou informal. Podemos adorar tanto nas casas quanto no templo. Cada tipo de adoração tem seu lugar próprio e espaço no Corpo de Cristo.

A igreja local é composta por pessoas que assumem publicamente compromissos com outros cristãos, formando relacionamentos e vínculos mútuos. "Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum.  Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade" (At 2.44,45). Os vínculos fraternais que a igreja local de Jerusalem tinha é descrito no grego bíblico pela palavra koinonia. Koinonia quer dizer "aquilo que temos em comum" e compartilhamos juntos como discípulos de Jesus. Primeiro, compartilhamos a graça de Deus. Segundo, compartilhamos o que temos, normalmente, tais ofertas são generosas. Terceiro, compartilhamos o amor através do serviço abnegado ao próximo.

A igreja local é composta por pessoas que realizam uma evangelização continua. Ja estudamos que o propósito da igreja é anunciar as maravilhas de Deus. Isso é evangelizar. Alguns pensam que para evangelizar é preciso ter curso formal de teologia. Nada disso! Todos que foram salvos podem e devem evangelizar. Lucas, o escritor do livro de Atos nos informa que: [...] o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos". Aqui podemos aprender algumas lições sobre a evangelização, que deve ser uma característica de todo membro da igreja local:
  O Senhor Jesus é quem salva e incorpora os novos membros na Igreja;
  Jesus delega aos ministros da igreja local a tarefa de admitir crentes pelo batismo;
  O testemunho cotidiano e o amor incessante são os meios de Deus alcançar pessoas;

Poderíamos resumir os requisitos para compor uma igreja local da seguinte forma: "um coração regenerado, uma confissão de fé verossímil, o batismo voluntário em obediência a Cristo e uma vida cristã exemplar" (HAYES, 2002, p.126).

Querido amigo: Como você tem vivenciado e obedecido a este "pertencer" a uma igreja local de Jesus Cristo? Quais dos requisitos acima ainda faltam em sua jornada de fé? O que você deve fazer para efetivar estes valores em sua vida? Existem obstáculos para que isso acontece? Quais? Hoje é o dia de depor esses obstáculos aos pés de Cristo e vir a pertencer a uma igreja local.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quando a exegese e a pregação trabalham juntos

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Todo pregador da Bíblia deve se aprofundar cada vez mais no estudo da Bíblia. Todo estudioso da Bíblia, deve aprimorar-se em proclamar eficazmente a mensagem divina.

Atualmente existe uma discrepância entre pregação e profundidade no estudo. Parece que cada vez mais os que são considerados bons comunicadores se distanciam da teologia bíblica saudável. Da mesma forma, os que possuem qualidade na profundidade das Escrituras carecem de uma boa comunicação para tornar suas mensagens atrativas e entendidas ao povo de Deus. Como podemos chegar num equilíbrio saudável entre profundidade e clareza na exposição?

O pregador ou expositor da Bíblia deve possuir uma biblioteca básica para seus estudos e preparo de suas mensagens. Naturalmente, isso leva tempo. É importante que o pregador se prepare, o melhor que puder, para adquirir comentários bíblicos, livros de introdução bíblica e outras modalidades para cada vez mais mergulhar dentro do texto bíblico e crescer no ministério da Palavra. 

Entre os livros de referência na biblioteca de um ministro de Deus é importante dar atenção aos comentários. Os comentários bíblicos não são a verdade. São opiniões e pontos de vistas sobre ela. Você deve ler os comentaristas como amigos que conversam após um jogo de futebol para comentar a partida. Tem coisas que você concorda, outras não. Na maioria das vezes, é melhor consultar um comentário depois que já tenha uma opinião mais ou menos formada sobre um texto ou livro bíblico. 

Os comentários que mais se destacam são as séries: Hermeneia, Anchor Bible e International Critical Commentay (ICC). Estas séries são muito caras e, sem dúvida, seriam um grande presente para um pastor-pregador. Atualmente, a maioria das grandes séries, como estas que citei, já existem em versões digitais e em cd-rom para serem usadas num laptop ou tablet. Em português, sugiro: comentário bíblico vida nova, comentário NVI, São Jerônimo, série cultura bíblica, ABU, Loyola e comentário bíblico latino-americano. Também temos alguns comentários de autores publicados em avulsos, não como uma série, por editoras que zelam pelo estudo da Palavra e valorizam o trabalho deste ou daquele intérprete. Ainda temos alguns comentários homiléticos, frutos de pregações expositivas de grandes intérpretes e pastores: Martin Lloyd Jones, Waren Wiersbe, Hernande Dias Lopes, João Calvino, John Stott.

Para ser um bom exegeta, ou seja, um bom estudioso e intérprete das Escrituras é importante ler livros, artigos e mensagens de bons exegetas. Você se torna bom aprendendo com quem é bom também 

Um bom pregador deve também aprender com um bom pregador; deve ouvir bons pregadores e ler sermões de quem é admirado nesta área. Pessoalmente, acredito que devemos unir as duas coisas. Pois, a exegese está a serviço da pregação. Lendo bons exegetas e estudando bons sermões você vai aperfeiçoar seu olhar "clínico" na arte de expor a Bíblia com profundidade de conteúdo e clareza de comunicação. 


Lendo bons exegetas você aperfeiçoa seu "bisturi" de interpretação bíblica para descobrir as verdades eternas. Lendo e ouvindo bons sermões você aprimora suas afeições e práticas homiléticas para proclamar as bênçãos celestiais. 

Mesmo assim, ao escolher seus modelos, tenha cautela. Cautela com os exegetas. Nem todos os melhores exegetas são especialistas na Bíblia toda. É bom escolher entre um ou dois que tenham especialidades exegéticas diferentes. É bom conhecer um ou dois bons teológos de Antigo e outros de Novo Testamento. 

Quero sugerir alguns bons exegetas e teológos. Primeiro, do Antigo Testamento. Teológos: Gehrard Von Rad, Walter Brueggemann e Claus Westermann. Exegetas: William Holladay, John Bright e Erhard Gerstenberger. Mas poderíamos citar um exímio exegeta para cada livro da Bíblia. Segundo, do Novo Testamento. Teólogos: Joachim Jeremias, James Dunn e George Ladd. Exegetas: Gerd Theissen, Donald Carson e Ernst Käsemann. Vale a pena vez ou outra mergulhar no pensamento de um estudioso cristão da Bíblia e conhecer todas as suas obras e modo de pensar, como Russel Shedd, Eugene Peterson, William Barclay.

Igualmente, tenha cautela com os pregadores. Pois, nem todo pregador eloquente tem os melhores sermões escritos. Conhecemos pregadores aptos na comunicação, mas reprováveis na teologia e conteúdo. Também temos pregadores profundos e teologicamente saudáveis que nem sempre tornam claro a mensagem viva do Evangelho de Cristo. 

Alguns excelentes teólogos são enfadonhos em suas preleções. Alguns pregadores poderosamente eloquentes são superficiais em teologia, ilustrações e aplicações. Quisera Deus que todos sejamos eloquentes e veracíveis na exposição; profundos, mas sem perder a simplicidade; claros, mas sem entrar na onda dos comunicadores das modas "gospels". 

A verdade divina deve ser proclamada e ensinada com veracidade, sabedoria, paixão e autenticidade da parte do pregador. Portanto, esteja atento: nem sempre o melhor sermão vem do pregador mais eloquente ou que atraí as multidões. E, também, procure se identificar com um pregador do século 19, 20 e 21 para aperfeiçoar a arte de expor as Escrituras e entregar a mensagem divina. Perceba como estes pregadores estudam as Escrituras, dividem o tempo entre outras tarefas do ministério, desenvolvem teologia viva para o povo de Deus, etc.


Saiba escolher seus referenciais: do eloquente ao enfadonho, do superficial, ao profundo, do simplista ao detalhista, do sábio ao conhecedor, do fundamentalista ao liberal, do pastoralista ao acadêmico, do apaixonado ao perspicaz, do conciso ao prolixo. Faça como um bolo: pegue um ingrediente de cada e depois misture tudo e faça um bolo, isto é, encontre um equilibrio entre o bom e o ruim de cada referencial escolhido e seu próprio jeito de ser. Descubra seu próprio modo de ler e interpretar as Escrituras e, depois, expor a Palavra de Deus para a glória do Senhor. 

É muito importante você separar tempo para estudar a Bíblia e o trabalho destes autores, sem falar do tempo que você deve separar para produzir seus materiais. Se não me engano, John Stott dizia que temos de separar uma hora por dia para tal tarefa intelectual; uma manhã por semana de estudos sem interrupções; um dia todo por mês para um estudo meticuloso da Bíblia; uma semana inteira para estudos ao ano. Eu acrescentaria, um ano todo de estudos e oração na presença de Deus a cada sete anos ou quatorze anos, dependendo da sua possibilidade pessoal. 

Como pregador seja um disciplinado estudioso da Bíblia; como exegeta e estudioso, não dispense o aprendizado que vem da oração, da comunhão com os santos e do serviço abnegado em nome de Jesus. Mas em ambos, nunca deixe de aplicar as verdades eternas em sua própria vida e, ao se envolver com as pessoas e aplicar-se em seu ministério, em apresentar-lhes com fidelidade a Palavra de Deus.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Ame o Senhor Deus

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Deus nos criou para um relacionamento de amor com ele. Esse relacionamento pode ser intensificado através da oração e dos estudos das Escrituras. Orar, por si mesmo, não é o "amar a Deus", assim como um remédio não é a cura do corpo. O remédio potencializa a cura, dispõe nosso organismo à restauração. A oração nos dispõe a este relacionamento de amor tal como uma conversa com um amigo que gostamos: a conversa em si não significa mais ou menos amor na amizade, porém, através da conversa, podemos nos relacionar com quem amamos, da mesma forma como quando ouvimos sobre quem amamos ou lemos algo a respeito dela. Ore porque você ama a Deus. E se você quer aprender a amá-lo ainda mais, se dedique ainda mais em oração. Mas lembre-se que o mandamento maior é amar a Deus.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Leia a Bíblia contra você!

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Sempre una a auto-reflexão com a leitura e o ouvir da Palavra de Deus. Quando você ler a Bíblia ou ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o que você leu ou ouviu. Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a Palavra e os seus caminhos. A Bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm 3.16,17; ênfase acrescentada). Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas?

Quando ler histórias da Bíblia sobre os pecados e sobre os culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. Pergunte a si mesmo se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se você merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se você vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se você merece a mesma bênção. Faça uso da Palavra como um espelho pelo qual você examina cuidadosamente a si mesmo — e seja um praticante da palavra (Tg 1.23-25).

Poucos são aqueles que fazem como deveriam! Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o que pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação.

Por Jonathan Edwards, via:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Bíblia: para ler e compreender

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A Bíblia ou Escrituras Sagradas apresentam a revelação de Deus. Nestes livros, Deus se mostra como quer ser conhecido. A Bíblia nos transmite as palavras que Deus quis que chegassem a nós e o padrão de pensamento e prática que devem acompanhar a vida dos seguidores de Jesus Cristo.

A Bíblia é a fonte de toda nossa teologia e orientação espiritual; nos mostra quem é Deus e suas maneiras de agir; mostra a mais sublime concepção de Deus, um Deus Trindade, tal como ele quis ser revelado; revela-o como sendo pessoal, voltado para relacionamentos, dando a si mesmo através de sua palavra encarnada: Jesus (Jo 1.1,2,14).

A Bíblia é a palavra de Deus e nos impede de pensar e viver de um jeito qualquer. Ela é um livro no qual nos relacionamos com Deus diariamente. Por conseguinte, através da leitura, reflexão, entendimento e obediência à palavra sagrada nos relacionamos com o Senhor e nos ajustamos aos seus padrões.

O conteúdo da Bíblia não é uma tentativa de definir Deus, tão pouco a vida espiritual, mas é um testemunho registrado da revelação de Deus por meio de seus servos, profetas e apóstolos através do sopro do Espírito neles.

Escreveram segundo a intenção total do coração, segundo a consciência que os movia no exercício normal de sua tarefa, com seus estilos literários e seus vocabulários individuais. As personalidades dos profetas não foram violentadas por uma intrusão sobrenatural. A Bíblia que eles produziram é a Palavra de Deus, mas também é a palavra do homem. Deus usou personalidades humanas para comunicar proposições divinas” (Norman Geisler e William Nix, Introdução Bíblica, Ed. Vida).

A Bíblia torna precisa nossa tentativa de conhecer a Deus e sua vontade. Não permite que reduzamos Deus conforme nossas possibilidades intelectuais ou extáticas. As Escrituras nos impelem a conhecermos as possibilidades de Deus, alem das nossas próprias.

No entanto, ler a Bíblia requer-se singela vigilância. Vigilância continua e cuidadosa contra a preguiça e o excesso; vigilância contra as leituras banalizadoras; contra a leitura por pretexto (aquela que interpreta a Palavra de acordo com o desejo do leitor).

A leitura saudável possibilita que o texto coloque em nossa mente o sentido que o Espírito Santo tencionou. Vigilância contra a leitura acadêmica sem qualquer aplicação ou relevância na vida espiritual das pessoas. Vigilância para não tornar a leitura das Escrituras um objeto que despersonaliza seu propósito de relacionamento com Deus, tornando-a um amuleto. Vigilância para ler a Bíblia com diligencia mental e devoção espiritual a fim de relacionar-se com a Trindade (Deus como é).

Por isso, percebe-se na atualidade que um dos aspectos mais negligenciados quando se fala sobre as Escrituras é sua leitura, entendimento e aplicação. Precisamos ler e compreender. Compreender e viver o que elas revelam. Devemos colocar a “leitura bíblica à vida e vida à leitura”. Ler a Bíblia deve nos levar a vivê-la, permitindo que ela dite as regras, participe das nossas emoções, forme nosso caráter e nos dê o privilegio de conhecer o Senhor. As palavras da Bíblia têm poder de produzir transformação interior e intimidade com o Pai.

O objetivo de Deus em registrar sua revelação sempre foi o de  que suas palavras entrem em nós. Quando você abrir a Bíblia almeje ser moldado por ela. Quando você ler a Bíblia, permita ser orientado pelo desejo de conhecer a Deus e incluí-lo em sua vida. Aplique sua mente com disciplina, para dissecar as verdades espirituais reveladas; e aplique seu coração em devoção ao estudar as Escrituras, pronto para obedecer e servir a Deus.

http://ww2.pibcuritiba.org.br/conteudo/item/6118-dia-da-biblia

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Jejum e oração

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Jejum na Bíblia nunca é mencionado isoladamente. Está sempre ligado ao culto e à oração. Jejum não é um fim em si mesmo. Nas palavras de John Stott, o jejum é uma atividade negativa em função de algo positivo. Abstemo-nos de comer ou de outras coisas que nos distraí do Senhor e engajarmo-nos no culto e nas orações a Deus.  
 
Jejum é bíblico, sadio e importante para o crescimento espiritual e o fortalecimento da fé. Cabe a você, ao entender esta prática física-espiritual, definir o que vai abster-se (comida, televisão, chocolate, preguiça, etc.) para poder engajar-se particularmente no relacionamento com Deus.

Richard Foster ensina que quando exageramos em algo (não necessariamente em pecados) e isso nos priva da comunhão intencional com Deus, a isso, podemos e devemos abster-nos, até que nosso coração coloque determinada coisa no seu devido lugar: sempre abaixo das prioridades do Senhor em nossas vidas.

Jejue! Mas Jejue para adorar a Deus e orar. Assim você terá resultados imensuráveis em seu espírito e ministério.